Artigo
Os desafios da liderança quando o assunto é T&D
Publicado em 28 de Agosto de 2025 Adnan Jabor

No mundo corporativo atual, onde a velocidade das mudanças é maior do que nunca, falar de Treinamento e Desenvolvimento (T&D) não é apenas falar de capacitação, mas é falar de sobrevivência competitiva.

Nesse cenário, naturalmente, o papel do líder é decisivo. Entretanto, por mais estratégica que seja a pauta, os líderes ainda enfrentam desafios significativos para fazer do T&D um verdadeiro motor de transformação ou um grande catalisador da mudança.


1. Tempo: o recurso mais escasso
Entre metas, reuniões e demandas urgentes, muitos líderes sentem que não têm tempo para priorizar o desenvolvimento do time. O desafio aqui é entender que T&D não é agenda extra, mas parte da estratégia para ganhar tempo lá na frente, evitando retrabalho e, consequentemente, aumentando a autonomia e a produtividade da equipe.


2. Engajamento: do discurso à prática
Ainda existe uma distância entre incentivar o aprendizado e criar condições reais para que ele aconteça. Os líderes precisam atuar como patrocinadores ativos das ações e programas de T&D, conectando o que é aprendido à rotina de trabalho e reconhecendo quem aplica o conhecimento de forma eficaz.


3. Relevância: personalizar para impactar
Treinamentos genéricos perdem força rapidamente. O colaborador atual quer (e precisa) de algo sob medida, que resolva problemas concretos. Ele precisa enxergar valor e propósito naquele curso, programa ou ação de capacitação. O desafio é integrar o T&D às metas da área e às competências críticas para o negócio.


4. Cultura de aprendizado contínuo  
Não basta promover treinamentos pontuais. O aprendizado precisa ser constante e natural no dia a dia. Aqui, o líder atua como exemplo vivo: quando ele também aprende, erra, compartilha e evolui, cria espaço para que o time faça o mesmo.


5. Medir para evoluir
O velho dilema: como comprovar o ROI do T&D? Mais do que contar presenças, é preciso medir indicadores de aplicação prática e impacto nos resultados e compartilhar essas métricas com transparência. Para começar, a dica é construir os seguintes indicadores: Avaliação de Reação, NPS e homem-hora de treinamento. Depois, aos poucos, evolua para mais indicadores qualitativos, principalmente sobre mudanças de comportamento e feedbacks constantes. Construa uma base sólida de dados e utilize-as estrategicamente.

 

Por fim, o papel do líder no T&D vai muito além de “autorizar treinamentos”. Ele é curador, facilitador e influenciador cultural. E, num cenário onde as habilidades ficam obsoletas em poucos meses, investir no desenvolvimento contínuo do time não é luxo, é estratégia de sobrevivência.

Afinal, quando foi a última vez que você tirou um momento para desenvolver não só a sua equipe, mas a si mesmo? Reflita. O líder é exemplo a ser seguido e precisa estar atualizado sobre as novas tendências, tecnologias, inovações e habilidades de sua área ou setor. No final das contas, quem não se capacita, não se desenvolve e não lidera.

Adnan Jabor
Coordenador de Treinamento


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