Lala Deheinzelin defende que, diante de um mundo em transformação, a resposta é criar futuros: quando visualizamos cenários, conseguimos torná-los concretos, e isso também protege a saúde mental, porque a falta de horizonte aumenta a sensação de impotência.
Ela explica três tipos de futuro: o provável (reativo), o desejável (orienta e mobiliza) e o possível (maior quando ampliamos repertório e ação). Para equipes e organizações, a chave é construir uma visão compartilhada e tangível, capaz de engajar e organizar pessoas.
Na prática, propõe equilibrar o que muda com o que não muda (relações, ética, confiança, colaboração), mapear dualidades como hard/soft, online/offline e tecnologia/humano, e enxergar sempre quatro dimensões: cultural, ambiental, social e financeira, com foco especial na cultura.
Por fim, ela aponta a mudança do “fazer para” para o “fazer entre”, conectando áreas e empresas em ecossistemas colaborativos, com a IA como apoio de orquestração, e fecha com um convite: alimentar-se de soluções, focar em potência e escolher agir.